Chile é, literalmente, um país de geleiras. Com 24.114, o Chile possui 80% desse tipo de massas de gelo na América do Sul. Cifra nada desprezível, já que as geleiras representam as maiores reservas de água doce do planeta. Atualmente, 90% das geleiras chilenas estão em retração. Esse processo, embora geologicamente normal, foi gravemente acelerado pelas mudanças climáticas. Por isso se torna extremamente importante reconhecer as Geleiras não apenas por sua majestade, mas por o essenciais que são para o equilíbrio natural do nosso planeta. Aqui deixamos 7 geleiras chilenas que você deve ver antes que desapareçam. Foto de capa por @michaelmatti.


1. Glaciar Colgante El Morado

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Localizado no Cajón del Maipo, essa geleira é um dos setores mais visitados da Região Metropolitana. A 3100 msnm, a grande massa de água congelada, que cai desde o cerro Morado, desemboca fragmentada em grandes blocos de gelo sobre uma lagoa. Suas paredes podem alcançar os 30 metros na parte mais espessa. Dentro do setor encontram-se outras geleiras que são de fácil observação, como o glaciar San Francisco, que repousa nas encostas da montanha de mesmo nome.

Quando e como observá-lo: Partindo de Santiago, você deve dirigir 93 km em direção ao sudeste até a localidade de Baños Morales, no Cajón del Maipo. A partir da bifurcação, siga 6 km pela estrada principal (sem entrar em Baños Morales), até o setor El Cabrerío. Ali começa o caminho à mão esquerda, até o estacionamento. De lá, caminha-se uma trilha de 2 horas e meia até chegar à geleira. Recomenda-se visitá-la entre a primavera e o verão, pois no inverno as condições são rigorosas e é necessário caminhar com raquetes de neve.

2. Glaciar Colgante de Queulat

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Longe de ser uma das vistas mais impressionantes que você encontra no país. O ventisquero Colgante de Queulat é uma verdadeira língua de gelo que se precipita de grande altura para as águas da Laguna Témpanos. Encontra-se dentro do Parque Nacional Queulat e, por isso mesmo, existe uma grande variedade de trilhas para todos que desejam desfrutar da floresta patagônica. A trilha Ventisquero requer de 2,5 a 3 horas de tempo para percorrer (ida e volta). Além disso, o setor destaca-se pela proteção de espécies como o chucao, o pudú, o puma e o sapinho de quatro olhos, entre outros.

Quando e como observá-lo: Ao parque chega-se diretamente pela Carretera Austral, ao sul de Chaitén e 165 km ao norte de Coyhaique, na Região de Aysén. Pode-se visitar o ano todo.

3. Glaciar San Quintín

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O San Quintín (790km2) é a geleira mais grande do Campo de Hielo Patagônico Norte, e entre 1870 e 2011 perdeu 14,6% de sua superfície, retrocesso que continua até hoje. Encontra-se na Laguna San Rafael, de origem proglacial, o que significa que se formou pelas águas derretidas das geleiras que estão ao redor. Na frente do San Quintín encontra-se o glaciar San Rafael, um vizinho de grandes proporções.

Quando e como observá-lo: Para acessar a geleira, deve-se contratar um tour pela Laguna San Rafael. Saem de Puerto Chacabuco, que conecta com a cidade de Coyhaique através da ponte Presidente Ibáñez, a ponte pênsil mais grande do país e Monumento Histórico. É importante mencionar que os tours são realizados na época estival, quando o clima permite a navegação na lagoa.

4. Glaciar Jorge Montt

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Com uma superfície de 464 km2, o glaciar Jorge Montt sofre um violento retrocesso, encolhendo aproximadamente 25 metros cada dia. É uma geleira marítima, pois desemboca diretamente no mar e se alcança em menos de três horas navegando desde Caleta Tortel. O glaciar Jorge Montt também representa uma aventura inigualável para quem deseja sentir e enfrentar o poder da natureza, pois os visitantes navegam em caiaque por um par de dias até chegar a ele, e uma vez lá sobem pelos cerros adjacentes até chegar a espetaculares mirantes.

Quando e como observá-lo: Encontra-se perto de Caleta Tortel, quase no final da Carretera Austral, de onde saem as expedições à geleira. Passado aproximadamente 80 km de Cochrane ao sul, existe uma bifurcação que indica o caminho (de 22 km) a Caleta Tortel. Visita-se durante a época estival.

5. Glaciar O'Higgins

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Também é conhecido como Ventisquero Grande e é um dos quatro maiores glaciares de toda a Patagônia, aos pés dos Campos de Hielo Sul. Com uma superfície de 820 km², suas paredes são algumas das mais altas que se podem encontrar, chegando até aos 80 metros (similar a um edifício de 10 andares). Encontra-se no lago O'Higgins, o mais profundo da América com 826 metros.

Quando e como observá-lo: Durante setembro e abril, em embarcações que partem de Bahía Bahamondes, ao final da Carretera Austral.

6. Glaciares Balmaceda e Serrano

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No Monte Balmaceda repousa o espetacular Glaciar de nome homônimo. Seu retrocesso já é evidente, pois a grande massa de gelo não consegue chegar de maneira íntegra até sua desembocadura, em seu lugar observa-se a erosão ocasionada pelo gelo na área onde antigamente repousava. Muito perto encontra-se o Glaciar Serrano, no meio de uma floresta nativa de coigues, ñirres e ciruelillos. Existem tours que incluem ambas as geleiras em uma mesma saída, com uísque banhado em gelo milenar incluído!

Quando e como chegar: Podem-se visitar o ano todo e encontram-se no Parque Nacional Bernardo O'Higgins, o maior do Chile e a maior reserva mundial de água doce em nível mundial. Para chegar a ele realizam-se excursões diárias que saem de Puerto Natales. Você pode reservar online com Nomades aqui.

7. Glaciar Grey

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A foto de capa deste artigo, a Geleira Grey faz parte de Campos de Gelo Sul e se estende pelos Andes entre Argentina e Chile. Também é uma das mais conhecidas, pois fica no Parque Nacional Torres del Paine, um dos pontos de maior atração turística do país. Com um comprimento de 6 quilômetros de largura e tamanho de 270km2, é um dos menores da região. No entanto, suas cores incríveis a tornam uma das mais atrativas do país.

Quando e Como observá-la: Entre setembro e abril, no Parque Nacional Torres del Paine. Na Nômades contamos com saídas diárias para a navegação Geleira Grey, de onde você poderá vivenciar a experiência de ver essa massa de gelo de perto, com as Torres del Paine como pano de fundo!


Nota extra: Apesar de que medidas foram tomadas para a preservação das geleiras chilenas, algumas entidades como Greenpeace destacaram que não são suficientes, já que a normativa só protege alguns dos milhares de glaciares que existem no país e privilegia os trabalhos de mineração que supõem sua destruição.


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